segunda-feira, 16 de março de 2015

Mapeamento de Processos com BPMN e Bizagi

Este post será bem diferente dos outros, serão disponibilizados documentos para apoiar a capacitação em mapeamento de processos de trabalho e será brevemente apresentado um esclarecimento sobre a vantagem de uma instituição possuir os processos mapeados... vamos lá!


Mapeamento de Processos com BPMN e Bizagi




Os processos são formas de documentar as atividades de trabalho nas instituições, registrando o fluxo das rotinas e de ações forma visual, prática e padronizada, agregando valor ao negócio. A partir destes processos de trabalhos mapeados, podemos executar, monitorar, controlar e evoluir ciclicamente para alcançar resultados melhores.



Algumas definições para Processos:

  • É uma sequência de tarefas (ou atividades) que ao serem executadas transformam insumos em um resultado com valor agregado. (Wikipedia).
  • É um grupo de atividades realizadas numa sequência lógica com o objetivo de produzir um bem ou serviço que tem valor para um grupo específico de clientes. (Hammmer e Champy, 1994).
  • É qualquer atividade ou conjunto de atividades que toma um input, adiciona valor a ele e fornece um output a um cliente específico. (Gonçalves, 2000, p. 7).
  • É a ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço, com um começo, um fim, entradas e saídas, claramente identificadas, enfim, uma estrutura para ação. (Davenport, 1998).



Uma das maiores vantagens de se ter os processos de negócio bem documentados é a de se alcançar os objetivos estratégicos da instituição com transparência, produtividade, integração, compatibilidade, responsabilização, efetividade, aderência, monitoramento, controle  e evolução crescentes, refletindo em aumento da maturidade da instituição!

Sem um processo definido, você não conseguirá medir a qualidade de um serviço prestado e, sem uma medição, não haverá maturidade ou mesmo evolução!



Material de Aprendizado


Para apoiar o aprendizado no mapeamento de processos, disponibilizo um conjunto de documentos, preparados pelo TCU, com quatro aulas e até mesmo um caderno de exercícios:







Guia de Referência Rápida


Ao iniciar seu primeiro mapeamento de processo de trabalho no Bizagi, a necessidade de acessar a documentação básica será frequente, portante, facilite o aprendizado com o uso dos seguintes guias rápidos:




Padronização


De nada adianta sua instituição estar documentada mas sem um padrão de referência que a mantenha uniforme, com as mesmas regras para a nomenclatura e para o desenho dos fluxos dos processos, facilitando a compreensão de todos os stakeholders. Assim sendo, você pode basear-se no padrão definido pela SEGPLAN (Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento) para apoiar na definição de seu próprio padrão de mapeamento de processos:




REFERÊNCIAS




Até o próximo post...

quinta-feira, 12 de março de 2015

Maturidade no Processo de Gestão de Riscos Corporativos


Logo após a apresentação do tema Gerenciamento de Riscos, neste post o foco será a maturidade no Processo de Gerenciamento de Riscos. Vamos lá!



Obtendo a maturidade na Gestão de Riscos Corporativos


Este post foi produzido com base em dois documentos importantes: um relatório produzido pela Aon Risk Solutions que mostra o problema de falta de maturidade em instituições e um questionário produzido pelo Gartner usado na avaliação de maturidade da gestão de riscos de uma instituição.

Vamos iniciar apresentando brevemente o relatório, com mais de 500 respondentes, sobre maturidade em gestão de riscos, que apresenta o seguinte resultado (acumulando os níveis de maturidade intermediários ao nível imediatamente anterior):


  • 13,9% das empresas no nível 1 (Inicial): as atividades integrantes e associadas têm uma abrangência muito limitada, e podem ser implementadas ad-hoc para abordar riscos específicos.
  • 36% das empresas no nível 2 (Básico): as atividades integrantes e associadas têm uma abrangência muito limitada, e podem ser implementadas ad-hoc para abordar riscos específicos.
  • 35,2% das empresas no nível 3 (Definido): capacidades suficientes para identificar, medir, gerenciar, comunicar e monitorar os principais riscos; políticas e técnicas definidas e utilizadas (talvez de forma inconsistente) em toda a organização.
  • 14,1% das empresas no nível 4 (Operacional): competência consistente para identificar, medir, gerenciar, comunicar e monitorar riscos; aplicação consistente de políticas e técnicas em toda a organização.
  • 0,8% das empresas no nível 5 (Avançado): competência bem desenvolvida para identificar, medir, gerenciar, comunicar e monitorar riscos em toda a organização; o processo é dinâmico e tem possibilidade de ser adaptado a riscos em transformação, e a diferentes ciclos dos negócios; consideração explícita dos riscos e da gestão de riscos nas decisões da diretoria.

Podemos ver que cerca de 50% das empresas respondentes ainda estão abaixo de um nível de maturidade de gestão de riscos suficiente e consistente e que apenas 0,8% de empresas respondentes possuem competência bem desenvolvida na instituição!


Agora que o problema já foi apresentado, qual é o nível de maturidade em gestão de riscos de sua instituição? Saiba que para alcançar a maturidade é necessário subir degrau por degrau, só avançando ao próximo quando se estiver completamente estável no nível atual.


Abaixo, segue uma relação de necessidades, gerada a partir do questionário de avaliação maturidade em riscos, que define uma gestão de riscos corporativa bem estruturada e eficiente.


1. A responsabilidade das diretrizes de governança de risco

board (Alta Direção) deve ser responsável pelo estabelecimento das diretrizes e políticas de governança de risco, definindo, também, o seu apetite por riscos. Em instituições com níveis de maturidade menores, esta responsabilidade pode estar com funcionários, com comitês técnicos, sem o envolvimento de responsáveis pelo negócio, etc.


2. A prestação de contas final para a gestão do programa de risco de TI

Esta prestação de contas final deve se estender até o board da instituição, responsável direto pela definição das diretrizes de risco. Em instituições com níveis de maturidade menores, esta prestação de contas não chega até a Alta Direção.


3. A formalização de comitê de direção de risco ou conselho consultivo de risco

A instituição precisa ter estabelecido formalmente um comitê para atuar no processo de gestão de riscos, deve ser composto por representantes de TI e por representantes de negócio.


4. A atualização do board sobre o status do programa de gerenciamento de riscos

Em instituições com alto nível de maturidade o board é informado pelo menos a cada 3 meses ou quando ocorrer alguma mudança de impacto no cenário de riscos.


5. A caracterização do escopo da função de gerenciamento de riscos

O escopo deve ser corporativo e abrangente, contemplando desde a parte operacional do negócio, o crédito, o risco de mercado apresentado, até o risco da cadeia de suprimentos, o risco de segurança e privacidade, de segurança da informação e de outros riscos técnicos.


6. Os domínios de risco formalizados dentro do programa de risco global

A instituição madura deve possuir, formalizado, o processo de gerenciamento de riscos para as disciplinas crédito/mercado, vendas, segurança de TI, continuidade de negócios, legal/regulatório, riscos de TI, operacional, de projetos, de privacidade e da cadeia de fornecedores.


7. Detalhamento do grau de planejamento e orçamento para o programa de risco

Iniciativas de estratégia do programa devem ser desenvolvidas em torno direcionadores técnicos (novas ameaças, novos produtos técnicos, etc.); A estratégia do programa deve abranger as metas e restrições do negócio suportado; O programa de gestão de risco deve ser impulsionado por requisitos de conformidade e por auditorias; Projetos de risco ou projetos de mitigação devem possuir cronograma e orçamento; Os investimentos em tecnologia devem estar ligados a objetivos estratégicos de longo prazo e a business cases individuais.


8. O detalhamento da forma de condução

Reuniões devem ser realizadas para avaliar o progresso, discutir o status do programa de risco e fazer os ajustes necessários; Projetos de risco ou projetos de mitigação devem ser revistos para garantir a conformidade com o orçamento e outros requisitos; Durante o ciclo de vida de um projeto, devem ocorrer revisões relacionadas aos riscos.


9. O plano estratégico para orientar as atividades do programa de risco

Deve existir um plano estratégico de longo prazo, que aborde os objetivos gerais do programa de riscos, alinhados à estratégia de negócios.


10. As atividades de planejamento tático para o gerenciamento de riscos

As atividades de planejamento tático devem estar conectadas ao planejamento anual de TI, possuir objetivos trimestrais e revisões regulares.


11. As atribuições, responsabilidades e organização da função de gestão de riscos

As funções de monitoramento de políticas e de monitoramento e controles devem ser segregadas das funções administrativas e de implementação; Os conflitos organizacionais devem ser abordados de forma adequada; As funções de gerenciamento de risco e suas responsabilidades estão claramente definidas; Os responsáveis, conforme definido, devem cumprir suas funções e responsabilidades dentro da função de gestão de riscos; O programa de riscos deve possuir uma equipe bem dimensionada e qualificada.


12. O relacionamento do risco de TI com a gestão de risco corporativo

A identificação de um risco de TI deve ser reportada à uma estrutura ampla, corporativa, de gerenciamento de riscos.


13. O reporte do gerente de risco de TI

O gerente de risco de TI de uma instituição deve reportar para uma posição fora da organização de TI, para o comitê de risco ou ao board da instituição.


14. O detalhamento do programa de risco

Deve ser utilizado um framework de gestão de risco padronizado (ISO 27.005, RiskIT, AS4360, IRAM, COSO, M_o_R, PMBOK, etc.); Dados gerais de controle do computador como gerenciamento de vulnerabilidades, varreduras e dados de configuração devem ser automaticamente centralizados para alimentar relatórios e análises; Um processo formalizado foi implementado para garantir que os objetivos de negócio e seus direcionadores sejam efetivamente incorporados dentro dos objetivos da gestão de risco; Deve existir e ser mantido um catálogo de processos do programa de risco (lista documentada) de processos estratégicos e táticos relacionados com o programa, com os proprietários dos riscos claramente identificados; Deve ser implementado feedback cíclicos com base em análises de gap atualizada para melhorar os processos relacionados com o programa; Devem existir métricas de risco definidas que devem ser acompanhadas pelo gerente do programa de riscos; As métricas devem ser usadas para implementar a melhoria contínua dos processos de gestão de risco.


15. O detalhamento da gestão de controles e o controle dos objetivos

Deve ser utilizado ferramentas e automação para manter o mapeamento entre nossos controles e os objetivos de controle através de software de gerenciamento de GRC  (Governança, Risco e Conformidade).



16. O desenvolvimento da cultura de riscos

O risco deve ser tratado conforme o negócio é executado (de forma natural) e deve ser apropriadamente considerado para todas as principais decisões de negócio.


17. A compreensão do papel e da responsabilidade com os riscos

Deve existir um programa de conscientização para garantir que quem presta contas com riscos no âmbito do programa compreenda o seu papel e a sua responsabilidade.


18. O detalhamento sobre o programa de conscientização

O programa de conscientização deve ser formalizado (com objetivos formais definidos, módulos de formação disponíveis, métricas de conformidade rastreáveis são produzidas profissionalmente, etc.); O treinamento deve ser personalizado para todos os papéis e funções; Medidas de correção devem ser tomadas, quando as metas do programa de conscientização não forem alcançadas.



19. O detalhamento do controle do gerenciamento e supervisão

Devem ser criadas ações que enderecem as recomendações resultantes das avaliações de risco; Devem ser executados projetos que abordem as implementações de controle; Deve ser usado um método formal para o rastreamento de exceções; As exceções devem ser comunicadas periodicamente à administração; As exceções devem ser geridas de forma eficaz; O gerenciamento deve se responsabilizar sobre os riscos residuais, pois carregam responsabilidades e recompensas.


20. O registro de riscos corporativos

Deve haver um processo cíclico de rastreamento e informe de riscos conhecidos, técnicos ou de negócios.


21. O detalhamento sobre o processo de avaliação de riscos

Deve ser usado um método formal e eficaz para a identificação de riscos aplicáveis à instituição; Aos riscos devem ser atribuídos valore financeiros; Os riscos devem ser priorizados utilizando a qualificação e a quantificação; Deve ser usada uma metodologia formal de avaliação de riscos; Devem ser desenvolvidos planos formais de tratamento de riscos; Deve ser usada uma medida para o risco residual resultante de uma avaliação de risco.



Bem, da mesma forma que este questionário é utilizado para avaliar a maturidade sobre o tratamento dos riscos em uma instituição, também podemos, a partir desta relação, criar um checklist para apoiar na implementação da gestão de tratamento de riscos corporativos ou, até mesmo, executar uma avaliação de maturidade de riscos na instituição, caso a mesma já possua este processo institucionalizado.



My birthday!





Abraços e até o próximo post!

quarta-feira, 11 de março de 2015

Word Clouds do Governanças

As nuvens de palavras do blog Governanças




Assim como o Google possui uma página com os seus Doodles, resolvi criar (e manter atualizado) um post com as nuvens de palavras utilizadas no blog Governanças, gerando, assim, um histórico completo de chamadas ao blog realizadas através do LinkedIn.








9. Material para certificação em PMP


9.1. Como boa prática da Governança de TI, adote um framework de gerenciamento de projetos. Certifique-se em PMP com apoio do blog Governanças http://governancas.blogspot.com



8. Indicadores Financeiros


8.1. Você opta por uma oportunidade de negócio através do VPL, do IBC, da TIR ou da TIRM? Confira alguns indicadores financeiros importantes para a análise de investimentos no blog Governanças http://governancas.blogspot.com

8.2. Seu CEO informa o Fluxo de Caixa Descontado e a TMA de um investimento e pede para que você avalie a lucratividade. O que você faz? Confira no blog Governanças http://governancas.blogspot.com

8.3. Comparando dois investimentos de valores parecidos você descobre que um deles possui o VPL maior, enquanto que o outro possui o IBC maior… e agora? Por qual você opta? Saiba mais no blog Governanças http://governancas.blogspot.com

8.4. Foi-lhe solicitado que identificasse a taxa interna do retorno de determinado investimento. Você usa a TIR ou a TIRM? Aprenda as diferenças entre elas no blog Governanças http://governancas.blogspot.com

8.5. Você identificou que o PPD ocorrerá logo no primeiro quartil do tempo de um investimento! E agora? Como você vai reportar isto ao seu CEO? Saiba mais no blog Governanças http://governancas.blogspot.com

8.6. O resultado da análise entre dois investimentos indica que o Ponto de Fisher é praticamente igual à TMA. Que estratégia de decisão tomar? Acesse o Governanças em blogspot http://governancas.blogspot.com



7. Mapeamento de Processos com BPMN e Bizagi


A maturidade em processos só se inicia quando a integração das pequenas atividades são formalizadas corporativamente.
Acesse o blog Governanças http://governancas.blogspot.com




6. Maturidade em Gestão de Riscos


50% das instituições estão abaixo de um nível de maturidade de Gestão de Riscos considerado suficiente e consistente... em qual nível se encontra sua instituição? Cresça sua maturidade de Gestão de Riscos com o blog Governanças.
Acesse http://governancas.blogspot.com



5. Gerenciamento de Riscos Corporativos


5.1. Sua instituição é uma "risk taker"? Você monitora os riscos aos quais sua instituição está preparada neste momento? Qual a expectativa para os riscos positivos? Não arrisque o seu investimento e muito menos os dos outros, faça o Gerenciamento dos Riscos!
Acesse o Governanças em blogspot http://governancas.blogspot.com

5.2. O Gerenciamento do Risco Corporativo é extremamente importante dentro da Governança, devido à dinâmica atual do ambiente dos negócios e da frequente exposição aos riscos. Você arrisca na sua gestão ou trata os riscos à risca?
Acesse o Governanças em blogspot http://governancas.blogspot.com




4. A TI servindo ao negócio


A TI de sua instituição é conduzida por um PDTI, que está alinhado ao negócio pelo PETI, que foi elaborado com base no PEI? Não??? Opppsss... então acesse agora mesmo http://governancas.blogspot.com





3. Gestão da Continuidade de Negócio


ATENÇÃO: sua instituição vai parar devido a um desastre! Felizmente, você, Chief, já a tornou resiliente para este evento imponente!
Sobreviva acessando http://governancas.blogspot.com



2. Gestores perdidos nos conceitos de TI


Ei, Chief... ligeiramente perdido? Encontre-se em http://governancas.blogspot.com



1. Segurança da Informação


Para se obter sucesso em Segurança da Informação não aceite galinhas, somente porcos! Todas as pessoas envolvidas com a Instituição devem estar comprometidas com sua SI!
Acesse http://governancas.blogspot.com


terça-feira, 3 de março de 2015

Gerenciamento de Riscos - 2/2

Hoje será finalizado o assunto Gerenciamento de Riscos, vamos ao post...



O Gerenciamento dos Riscos




Realizar a análise e avaliação dos riscos (qualitativa e quantitativa)


Nesta etapa ocorre a priorização e definição de impacto (numérico/financeiro) dos riscos já identificados.

A avaliação qualitativa ocorre pela combinação da possibilidade do risco ocorrer (probabilidade) versus o impacto causado, facilitando, assim, a categorização de riscos de maior prioridade de ação. Aqui os riscos que ultrapassarem o limite imposto pela Política de Gerenciamento de Riscos deverão seguir o processo definido pela instituição (uma atividade de alto risco, por uma estratégia de negócio, pode ter sua execução aprovada pela Alta Direção), os riscos que ficarem abaixo do limite, por uma questão de redução de custo/esforço ficarão apenas em uma watch list, sendo frequentemente revisitados para acompanhar a sua estabilidade.

Para se classificar um risco deve ser utilizada uma matriz de probabilidade versus impacto, situando-o em quadrantes de priorização, como na matriz exemplificada abaixo:

Matriz de probabilidade X impacto


O agrupamento dos riscos ajuda na elaboração de estratégias de respostas, quanto mais altos, mais prioritária a ação de contenção e mais agressiva deverá ser a resposta. Riscos de classificação média podem ser tratados de forma não emergencial e os riscos de classificação baixa, podem ser colocados na watch list para monitoramento. No caso da ocorrência de riscos positivos (oportunidades) na zona de classificação alta, estes devem ser priorizados e potencializados para tenham mais chances de ocorrer e façam a instituição aproveitar-se mais deles.

Nem todos os riscos devem seguir a mesma regra de classificação, atente-se à Política de Gerenciamento de Riscos da instituição e ao equilíbrio entre a instituição aceitar ou recusar um determinado tipo de risco, como por exemplo, a instituição aceita bem o risco de ter atrasada sua entrega pois o custo da multa de não atender ao SLA é baixo ou inexistente, mas nega veementemente o risco de baixa qualidade, pois ela desenvolve um software de carga útil para satélites de alta criticidade. O ideal é que sua instituição possua uma matriz de classificação de risco para cada área definida pelo PMBOK.

Uma vez que os riscos já possuam sua classificação, passamos a avaliá-lo numericamente (quantitativa), apoiando na tomada de decisões estratégicas. Como esta análise quantitativa demanda um esforço, somente os riscos priorizados serão analisados, criando, assim, uma nova classificação/priorização para estes riscos. Em alguns momentos esta análise poderá ser prejudicada pela falta de informações financeiras do risco, devendo, então, ser analisada sua necessidade/viabilidade.

Caso seja feita a análise quantitativa dos riscos, poderá se utilizar um gráfico de tendência para conhecer o grau de redução do custo dos riscos após a aplicação das respostas aos mesmos.

A cada novo risco identificado deverá ser executado esta etapa de análise e avaliação dos riscos.


Realizar o planejamento das respostas aos riscos


Nesta etapa são elaboradas as ações para redução/eliminação do risco ou para aumentar as oportunidades.

Sabemos que não conhecemos (ou não temos condição de mapear) TODOS os possíveis riscos de uma atividade, portanto existem riscos desconhecidos (sem ação) e existem os riscos identificados - para estes pode ser criada uma reserva financeira de contingência para uso pela instituição, caso o risco ocorra, reduzindo o seu impacto.

Cada risco a ser tratado deve possuir um responsável pelo acompanhamento do mesmo.

Uma das estratégias de planejamento de resposta aos riscos pode ser planejar as respostas para somente serem executadas se determinados eventos ocorrerem, criando, assim, o plano de contingência de riscos - com estas respostas de contingência, que somente serão executadas quando determinados triggers (gatilhos) acontecerem.

As estratégias de respostas aos riscos negativos, também conhecidos como ameaças, são:

  • Aceitar: é saber que o risco existe, mas somente atuar após sua ocorrência (aceitação passiva) ou ainda definir uma reserva de contingência (financeira, recursos ou tempo) para uso na ocorrência do risco (aceitação ativa).
  • Evitar/prevenir: é atuar nos planos para que a ameaça seja eliminada por completo, desde uma mudança drástica nos planos até mesmo a interrupção das ações que disparam o risco.
  • Mitigar: é atuar no risco identificado para reduzir sua probabilidade e/ou impacto antes que o trigger do mesmo seja disparado.
  • Transferir: é não atuar no diretamente no risco, mas sim, passar sua responsabilidade para terceiros, pagando-se por isto.

As estratégias de respostas aos riscos positivos, também conhecidos como oportunidades, são:

  • Aceitar: é não atuar na potencialização da oportunidade, apenas aceitá-la, caso aconteça.
  • Explorar: é atuar para reduzir a incerteza de ocorrência da oportunidade, aumentando a chance dela ocorrer.
  • Melhorar: é atuar para garantir que o risco positivo aconteça, aumentando ao máximo possível a sua probabilidade e o seu impacto.
  • Compartilhar: é dividir a oportunidade com um terceiro para que aumente a capacidade de sucesso na ação como um todo - “dividir para conquistar”.


Realizar o monitoramento dos riscos


Nesta etapa são realizados, de forma cíclica, o acompanhamento dos riscos identificados, o levantamento de novos riscos, o monitoramento de riscos residuais (derivados das repostas aos mesmos) e a avaliação do Processo de Gestão dos Riscos com o objetivo de melhoria contínua (eficácia/eficiência).

Assim, com esta iteração, os riscos serão atualizados (incluídos, alterados ou removidos) sendo refletido em alterações nas estratégias selecionadas como resposta aos mesmos (incluídas, alteradas ou removidas), mantendo os responsáveis pelos mesmos sempre ativos em seu monitoramento.



Acredito que neste ponto seja válido um “pequeno parêntesis” sobre os termos eficácia/eficiência, por vezes empregados de forma equivocada:

Eficácia X Eficiência



Abraços e até a próxima!

segunda-feira, 2 de março de 2015

Gerenciamento de Riscos - 1/2

Hoje o foco será o tratamento dos riscos em uma instituição, tanto os normalmente relacionados ao termo risco (que são os riscos negativos), quanto os riscos que devem ser explorados ao máximo (que são os riscos positivos).


O Gerenciamento dos Riscos



Um risco é um evento incerto que, se ocorrer, poderá provocar uma consequência positiva (oportunidade) ou negativa (ameaça) nos objetivos que estão sendo tratados, podendo causar desde uma interrupção nos serviços críticos (negativo) até a adesão de sua instituição a um excelente contrato (positivo)!

Existem vários frameworks específicos ou que fornecem apoio ao gerenciamento dos riscos, como exemplos, podemos citar o Risk IT (ISACA), COSO, Management of Risk (M_o_R, AXELOS), PMBOK (PMI) e ABNT NBR ISO 31.000:2009 - neste post, devido às suas grandes similaridades, estes dois últimos serão apresentados.


Processo de Gerenciamento de Riscos - ISO 31.000
Processo de Gerenciamento de Riscos - PMBOK


Processo de Gerenciamento de Riscos - COBIT 5

Processo Genérico de Gerenciamento de Riscos

Para que uma instituição possa se proteger das ameaças dos riscos e também possa maximizar as oportunidades causadas pelos mesmos, ela deve estabelecer sua Política de Gerenciamento de Riscos. Esta política deverá tratar tanto de riscos corporativos (entrada/saída de um cliente ou a parada do datacenter devido a um desastre), quanto de projetos (a migração de alguns servidores ou o desenvolvimento de um software), além de explicitar o entendimento e o contexto da instituição com relação aos riscos, apresentando seu apetite ao risco (quantidade total de incerteza que está disposta a aceitar na expectativa de se obter lucros mais rápidos/arriscados) e o sua capacidade/limite de risco (é o acumulado de perdas suportável, sem comprometer sua existência). Ainda existe a possibilidade de a instituição controlar a variação de um risco particular, através da tolerância de risco. E, assim, uma instituição pode estar equilibrada entre os status “risk taking” (aceita correr o risco) e o “risk aversion” (evita o risco).

Mostraremos agora duas situações distintas com relação ao risco real versus a capacidade e o apetite pelo risco definidos pela instituição. Na primeira situação, a de risco sob controle, o apetite pelo risco é menor do que a capacidade de risco suportável e o risco real, apesar de exceder algumas vezes o apetite pelo risco, sempre fica abaixo da capacidade de risco determinada, evidenciando uma ação controlada.


Risco sob controle

Na segunda situação, a de risco fora de controle, evidenciamos que o apetite pelo risco foi definido além da capacidade de risco da instituição, levando-nos a inferir que a mesma encontra-se preparada (ao menos teoricamente) para aceitar um risco maior que a sua capacidade de absorver perdas. Como resultado, o risco real pode exceder de forma rotineira a capacidade de risco da instituição, mesmo estando abaixo do nível de apetite de risco definido, tornando esta situação insustentável para a instituição.


Risco fora de controle

Para ter seus riscos corporativos gerenciados é necessário que a instituição possua uma estrutura para tal. Esta estrutura deve atender à Política de Gerenciamento de Riscos, difundir sua aplicação em todas as tomadas de decisão, definir os responsáveis pela manutenção e gestão da Política de Gerenciamento de Riscos, a integração da Política de Gerenciamento de Riscos nos processos da instituição (difusão e integração da cultura de riscos), viabilizar capacitação sobre riscos e definir os meios de comunicação sobre os riscos.

Todas as áreas da instituição que implementarem a gestão de riscos deverão seguir o mesmo processo, facilitando, assim, a disseminação da cultura de riscos de forma única.

Etapas do Processo de Gestão dos Riscos:
  • Realizar o planejamento do gerenciamento dos riscos
  • Realizar a identificação dos riscos
  • Realizar a análise e avaliação dos riscos (qualitativa e quantitativa)
  • Realizar o planejamento das respostas aos riscos
  • Realizar o monitoramento dos riscos


Vamos falar um pouco sobre cada etapa do Processo de Gestão dos Riscos (PGR).


Realizar o planejamento do gerenciamento dos riscos


Nesta etapa deve ser definido como serão conduzidas todas as etapas do PGR, desde a definição do processo básico até o monitoramento dos riscos, com a identificação de possíveis melhorias no PGR como um todo.

Aqui deve ser identificada a metodologia de gerenciamento dos riscos; o escopo do que está sendo tratado (processo de negócio, produto, projeto ou serviço) com seus respectivos responsáveis e papeis; os principais participantes da identificação dos riscos; o orçamento estimado para o PGR (caso seja necessário derivar uma reserva financeira de contingência); a frequência de execução das etapas do PGR; a última versão da matriz corporativa de impacto (veja um exemplo abaixo para impactos negativos); os meios de comunicação para os relatórios derivados do PGR.

Matriz de Impacto - PMBOK


Realizar a identificação dos riscos


Nesta etapa são identificados os possíveis riscos ao negócio ou ao projeto permitindo que os mesmos sejam “eliminados” ou “potencializados” - lembre-se que pode existir risco positivo (oportunidade) que deve ter sua probabilidade e impacto maximizados pela instituição.

Para apoio nesta etapa é comum fazer uso de documentos de base de conhecimento, como a EAR (Estrutura Analítica de Riscos - representação hierárquica categorizada), facilitando a identificação de riscos vindos de fontes diversas. Esta é uma etapa que deve ser iterações infinitas, pois os riscos possuem causas que não são estáveis, mas devem ser repassados e mantidos atualizados - exceto para projetos, pois estes possuem um prazo determinado, fazendo com que esta etapa seja executada com uma alta frequência.

Os riscos devem ser identificados por todos os stakeholders possíveis, de forma categorizada, consistente e sucinta, favorecendo a correlação entre mesmos e a criação de opções de tratamento eficazes. Para se identificar os riscos podem utilizadas diversas técnicas conhecidas no mercado (análise SWOT, brainstorming, diagrama de Ishikawa, reuniões Delphi ou a dois, base de conhecimento de riscos - para projetos, uso de especialistas, etc.).

Faça uso das áreas definidas pelo PMBOK para ajudar na identificação dos riscos: Escopo, Tempo, Custo, Qualidade, Integração, RH, Comunicação, Risco, Aquisição e Stakeholders.


No próximo post será concluído o assunto Gerenciamento de Riscos com a Análise e avaliação dos riscos, o Planejamento de suas respostas e o seu Monitoramento contínuo.







Abraços e até a próxima!